quarta-feira, dezembro 13, 2006

O adeus de Sophia








Quando




Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta


Continuará o jardim, o céu e o mar


E, como hoje, igualmente hão-de bailar


As quatro estações à minha porta.


Outros em Abril passarão no pomar


Em que tantas vezes passei,


Haverá longos poentes sobre o mar,


Outros amarão as coisas que eu amei.


Será o mesmo brilho a mesma festa,


Será o mesmo jardim à minha porta,


E os cabelos doirados da floresta,


Como se eu não estivesse morta.







Sophia de Melo Andersen