segunda-feira, fevereiro 22, 2016
O 26º ENCONTRO ANUAL DA FAMILIA FEIJÂO FOI LINDO!
Este blog tem andado distraído e só hoje, passados que estão quase três meses, se lembrou que é sua obrigação dar notícia circunstanciada de todos os eventos que tenham a ver com a distinta e ilustre Família Feijão. E não pensem que estou a brincar com estes adjetivos porque merecemos estes e outros que por modéstia não digo, por enquanto.
Pois foi no dia 5 de Dezembro passado que o nosso Reitor deste ano (2015), o Manuel Carlos, organizou o nosso, por todos almejado, Encontro Anual. O almoço foi no Restaurante "O Filipe" junto à praia e á Fortaleza de Sesimbra. O arroz de tamboril estava espetacular e quem se aventurou por outras iguarias também comeu bem.
Para ajudar à digestão fomos passear pelas ruas da simpática Sesimbra que eu considero uma das mais belas vilas de Portugal. A Fortaleza foi restaurada e está uma maravilha. Estava um sol tão delicioso que, se o calendário deixasse, eu diria que estávamos em pleno Abril.
No entanto, com o aproximar do fim da tarde o tempo arrefeceu e partimos em direção à casa da Lídia, que em boa hora quis colaborar com o Manel, onde já nos soube bem o reconfortante calor proveniente das grandes achas de azinho que ardiam naquela graciosa lareira que ela e o nosso inesquecível e saudoso irmão António mandaram fazer..
O convívio foi animado como sempre que a Feijoada se junta. Em dado momento surgiram três guapíssimas sevilhanas que dançaram e encantaram a audiência. Para a posteridade direi que as magnificas dançarinas dão pelos nomes seguintes: Beatriz, Madalena e Mariana.
Chegou depois o Pai Natal que trouxe prendas para todas as crianças. Estas estavam tão contentes que alguns adultos sentiram um bocadinho de inveja. Vai daí decidiu-se que, a partir de agora, também os adultos vão ter presentes.
Depois veio o lanche, que mais parecia um banquete, e todos comeram e beberam com gosto.
Seguiu-se a atuação dos afinadíssimos Jograis Feijão Carrapato. Foi muito interessante porque, por acaso, os seis irmãos juntaram-se à volta da lareira e depois de recordarmos coisas antigas dos nossos pais e avós, um de nós, já não sei qual, começou a cantar " A Jardineira". Esta canção que a nossa mãe trouxe do Brasil soa-nos quase como um hino familiar. Foi uma animação. Seguiram-se outras cantigas do nosso tempo de meninos onde regressámos, felizes, por alguns momentos.
E assim terminou mais um encontro da nossa Família. Acabou Sesimbra, ou Linda-a-Velha, viva Porto Salvo.
Sérgio
quinta-feira, fevereiro 11, 2016
EM BUSCA DAS NOSSAS RAIZES
VIAJEM AO PASSADO REMOTO DA FAMÍLIA FEIJÃO
Encontrei há dias no fundo de uma gaveta um documento que eu, por falta
de tempo ou paciência, tinha para ali atirado e votado ao esquecimento.O seu aspeto evidente de relíquia chamou-me a atenção. Trata-se de um
caderno com nove páginas devidamente cozidas com uma fina linha azul e que,
apesar dos seus 129 anos, se conserva em ótimo estado. A primeira página é
encimada por um selo de 60 reis e, nas suas letras bem desenhadas ( que
trabalheira...) diz tratar-se de uma “ Carta de Sentença civel de formal de
partilha passada a favor da co-herdeira Conceição Maria de Jesus extraída dos
autos de inventário entre maiores que se procedeu pelo falecimento de seu pai
Manuel Martins de Souza, morador que foi no lugar de Favarrelinho da freguesia
de Carvalhaes nesta Comarca. Para título, posse, guarda e conservação do
Direito da dita co-herdeira, e , para se cumprir... “ Diz ainda do seu lado esquerdo: Juízo de Direito da Comarca de Vouzela
e, em baixo, em letras maiores e mais bonitas aparece o nome do Rei Dom Luiz e
continua: por graça de Deus Rei de Portugal, Algarves e seus Domínios – faço
saber a todas as minhas Justiças em geral e em especial àquelas a quem o
conhecimento e execução da presente carta de sentença civel de formal de
partilhas, etc...Mais abaixo diz que a legítima desta co-herdeira é de 331$473 1/3 ou
seja: trezentos e trinta e um mil quatrocentos e setenta e três reis e um
terço. ( Esta do terço é que eu não percebo).
Tentei continuar a ler mas nem sempre consegui entender aquele português
de cartório do Seculo XIX nem decifrar aquela letra artesanal. No entanto,
penso que consegui ficar a saber muitos nomes e relações de parentesco dos
nossos antepassados o que, para mim, foi uma interessante descoberta e,( essa é
a parte mais importante), agora temos um documento histórico e fidedigno de
onde se podem tirar certezas.
Passo a descrever o que eu penso ter compreendido: O Manuel Martins de Souza, cuja morte se deu em 9 de Fevereiro de 1880 e que veio dar origem a este documento , tinha sido casado com Maria d’Almeida de Jesus, falecida alguns anos antes. Este casal teve 5 filhos: Margarida, Joaquina, Conceição, Ventura Maria e António que foi o cabeça de casal nas partilhas.
Passo a descrever o que eu penso ter compreendido: O Manuel Martins de Souza, cuja morte se deu em 9 de Fevereiro de 1880 e que veio dar origem a este documento , tinha sido casado com Maria d’Almeida de Jesus, falecida alguns anos antes. Este casal teve 5 filhos: Margarida, Joaquina, Conceição, Ventura Maria e António que foi o cabeça de casal nas partilhas.
De todos eles há uma pessoa que me interessou especialmente; foi a
Conceição, já acima referida por, supostamente, ter sido ela a pedir a emissão deste
documento, pelo simples facto de ser casada com António Luiz de Figueiredo
Feijão. É ela a nossa bisavó e o António Feijão nosso bisavô? Tudo leva a crer
que sim.Ao analisar os bens que ela herdou fiquei ainda mais convencido disso.
Lá consta metade da casa de Favarrelinho, onde viveram os nossos avós, o
Soutinho de Prendedores que foi do Pai e que calhou ao Isidro, o moinho dos
Tapados, etc.
Outro ponto com interesse é o facto de o nosso trisavô se chamar Martins e a Mãe Odete ter dito ao João da Cila que nós também descendíamos dos Martins, da grande e tradicional família dos Martins da Drave.
Pensamos agora saber que do casamento de Conceição Maria de Jesus com António Luiz Figueiredo Feijão nasceu a nossa avó, Maria da Conceição Figueiredo e, certamente, alguns filhos mais já que, naqueles tempos, a média de filhos por casal era muito alta.
Por qualquer razão o casal não gostava do nome Feijão e decidiu que a Conceição tivesse como apelido o penúltimo nome do pai e não o último como, penso eu, se usava naquele tempo e se continua a usar ainda hoje. Se não fosse essa decisão esquisita dos nossos queridos bisavós, eu chamava-me agora Sérgio Manuel Pinho Feijão. Soa-me bem. Experimentem com o vosso nome.
Além disso não tinham existido aquelas bulhas a caminho da escola por causa daqueles sacaninhas que nos chamavam feijão chícharo ou, pensando melhor, talvez tivessem acontecido na mesma porque aquela rapaziada não ia querer saber se Feijão era apelido ou alcunha.
Com base no que já sabemos podíamos, talvez, tentar descobrir mais coisas. Por exemplo: De onde veio o nosso avô José Rodrigues Inácio e como se chamavam os seus pais e nossos bisavós?
Noto agora que o nosso pai já não conheceu os avós maternos. E os paternos? Terá convivido com eles?
Já depois de escrever a parte de cima deste texto, voltei àquela gaveta cheia de papéis e encontrei outro documento importante para a nossa história: Uma certidão da escritura das partilhas que foram feitas quando a nossa avó Conceição morreu. Mais um bom achado.
A morte aconteceu no dia 7 de Outubro de 1940 no mesmo ano do casamento dos nossos pais de que não sei a data exata mas que, segundo a Guida, deve ter sido em Julho.
Os herdeiros são: o viuvo, José Rodrigues Inácio e os sete filhos, Carlos Rodrigues de Figueiredo, António Rodrigues de Figueiredo,Fradique Rodrigues de Figueiredo, Daniel Rodrigues, Maria Idalina Figueiredo, Arminda da Conceição Rodrigues e Maria da Glória da Conceição Figueiredo.
A história dos apelidos repete-se embora com algumas diferenças. Também estes nossos avós não gostavam do último nome do consorte masculino e riscaram, totalmente, o Inácio dos nomes dos filhos e para os homens vão buscar o segundo do pai – Rodrigues - e o último da mãe – Figueiredo ( com a excepção do tio Daniel que ficou só com o Rodrigues). Nas senhoras é interessante notar a predileção pelo nome Conceição que atravessa várias gerações. Ao que sabemos, começa com a nossa bisavó, que tem o bonito nome Conceição Maria de Jesus ( Jesus era o apelido da mãe e, mais uma vez, o último apelido da mãe prevalece ficando esquecido o Martins ) e passa para a nossa avó Maria da Conceição, continua no nome da tia Arminda como segundo nome e no da tia Glória como terceiro(!) e chega à nossa geração com a nossa Margarida da Conceição e a Conceição filha do Tio Carlos. Pode ser que algum dos nossos filhos queira mantêr esta bonita tradição e homenagear as nossas antepassadas chamando Conceição a uma filha como primeiro ou segundo nome.
Este nome tem origem na palavra latina “conceptione” que, como é evidente, quer dizer concepção. O culto da Imaculada Conceição, possivelmente, esteve na origem desta preferência.
Posso, agora, arranjar outro nome hipotético para mim: Sérgio Manuel Pinho Inácio. Parece-me que não gosto muito e, agora, já compreendo porque razão os nossos avós não quiseram mais Inácios na família.
De notar que quando foi feita esta escritura – 6 de Março de 1942 – só dois dos sete irmãos eram casados: o nosso pai e o tio Daniel.
Estes dois documentos ( em especial o mais antigo ) são suscetiveis de esconder ainda alguns dados interessantes para a história da nossa família. Ficarão ao dispor de quem os queira estudar com mais atenção.
Outro ponto com interesse é o facto de o nosso trisavô se chamar Martins e a Mãe Odete ter dito ao João da Cila que nós também descendíamos dos Martins, da grande e tradicional família dos Martins da Drave.
Pensamos agora saber que do casamento de Conceição Maria de Jesus com António Luiz Figueiredo Feijão nasceu a nossa avó, Maria da Conceição Figueiredo e, certamente, alguns filhos mais já que, naqueles tempos, a média de filhos por casal era muito alta.
Por qualquer razão o casal não gostava do nome Feijão e decidiu que a Conceição tivesse como apelido o penúltimo nome do pai e não o último como, penso eu, se usava naquele tempo e se continua a usar ainda hoje. Se não fosse essa decisão esquisita dos nossos queridos bisavós, eu chamava-me agora Sérgio Manuel Pinho Feijão. Soa-me bem. Experimentem com o vosso nome.
Além disso não tinham existido aquelas bulhas a caminho da escola por causa daqueles sacaninhas que nos chamavam feijão chícharo ou, pensando melhor, talvez tivessem acontecido na mesma porque aquela rapaziada não ia querer saber se Feijão era apelido ou alcunha.
Com base no que já sabemos podíamos, talvez, tentar descobrir mais coisas. Por exemplo: De onde veio o nosso avô José Rodrigues Inácio e como se chamavam os seus pais e nossos bisavós?
Noto agora que o nosso pai já não conheceu os avós maternos. E os paternos? Terá convivido com eles?
Já depois de escrever a parte de cima deste texto, voltei àquela gaveta cheia de papéis e encontrei outro documento importante para a nossa história: Uma certidão da escritura das partilhas que foram feitas quando a nossa avó Conceição morreu. Mais um bom achado.
A morte aconteceu no dia 7 de Outubro de 1940 no mesmo ano do casamento dos nossos pais de que não sei a data exata mas que, segundo a Guida, deve ter sido em Julho.
Os herdeiros são: o viuvo, José Rodrigues Inácio e os sete filhos, Carlos Rodrigues de Figueiredo, António Rodrigues de Figueiredo,Fradique Rodrigues de Figueiredo, Daniel Rodrigues, Maria Idalina Figueiredo, Arminda da Conceição Rodrigues e Maria da Glória da Conceição Figueiredo.
A história dos apelidos repete-se embora com algumas diferenças. Também estes nossos avós não gostavam do último nome do consorte masculino e riscaram, totalmente, o Inácio dos nomes dos filhos e para os homens vão buscar o segundo do pai – Rodrigues - e o último da mãe – Figueiredo ( com a excepção do tio Daniel que ficou só com o Rodrigues). Nas senhoras é interessante notar a predileção pelo nome Conceição que atravessa várias gerações. Ao que sabemos, começa com a nossa bisavó, que tem o bonito nome Conceição Maria de Jesus ( Jesus era o apelido da mãe e, mais uma vez, o último apelido da mãe prevalece ficando esquecido o Martins ) e passa para a nossa avó Maria da Conceição, continua no nome da tia Arminda como segundo nome e no da tia Glória como terceiro(!) e chega à nossa geração com a nossa Margarida da Conceição e a Conceição filha do Tio Carlos. Pode ser que algum dos nossos filhos queira mantêr esta bonita tradição e homenagear as nossas antepassadas chamando Conceição a uma filha como primeiro ou segundo nome.
Este nome tem origem na palavra latina “conceptione” que, como é evidente, quer dizer concepção. O culto da Imaculada Conceição, possivelmente, esteve na origem desta preferência.
Posso, agora, arranjar outro nome hipotético para mim: Sérgio Manuel Pinho Inácio. Parece-me que não gosto muito e, agora, já compreendo porque razão os nossos avós não quiseram mais Inácios na família.
De notar que quando foi feita esta escritura – 6 de Março de 1942 – só dois dos sete irmãos eram casados: o nosso pai e o tio Daniel.
Estes dois documentos ( em especial o mais antigo ) são suscetiveis de esconder ainda alguns dados interessantes para a história da nossa família. Ficarão ao dispor de quem os queira estudar com mais atenção.
Sérgio
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