
Dá a surpresa de ser,
É alta de um louro escuro,
Faz bem só pensar em ver
Seu corpo meio maduro.
Seus seios altos parecem
( Se ela estivesse deitada)
Dois montinhos que amanhecem
Sem ter que haver madrugada.
E a mão do seu braço branco
Assenta em palmo espalhado
Sobre a saliência do flanco
Do seu relevo tapado.
Apetece com um barco.
Tem qualquer coisa de gomo.
Meu Deus, quando é que eu embarco?
Ó fome, quando é que eu como?
Álvaro de Campos
1 comentário:
Desculpem o Autor do blogue que ficou tão entusiasmado com a loira que fez uma gralha. Na última estrofe, primeiro verso, deve lêr-se: Apetece como um barco.
O "o" que lá falta altera todo o sentido. Sorry
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