terça-feira, dezembro 04, 2007
Onde estás
Tu não estás aí.
É o teu corpo, a tua cara larga e calma,
Até os teus joanetes bem pronunciados lá estão!
Mas onde está o teu sorriso?
Onde está a tua alma, o teu ser, o teu espírito?
Ausentaram-se para parte incerta...
Enquanto o teu corpo trava um combate brutal
Tu aguardas pairando
Diluído no nevoeiro das manhãs de Outono
Ou no sorriso inocente das crianças?
Quero-te de volta ansiosamente
Mas tenho as mãos nuas para te ajudar.
Que Deus, vendo todo o amor
Que tantos sentem por ti
Nos deixe de novo sentir o calor do teu abraço
E ver os teus olhos molhados pelo reencontro.
quarta-feira, novembro 28, 2007

Ah! arrancar às carnes laceradas
Seu mísero segredo de consciência!
Ah! poder ser apenas florescência
De astros em puras noites deslumbradas!
Ser nostálgico choupo ao entardecer,
De ramos graves, plácidos, absortos
Na mágica tarefa de viver
Quem nos deu asas para andar de rastos?
Quem nos deu olhos para ver os astros
Sem nos dar braços para os alcançar?!
Florbela Espanca
sexta-feira, novembro 16, 2007
Tenho um Honda ou um Herbie?

terça-feira, novembro 13, 2007
Mais uma tentativa
Vou fazer hoje mais uma tentativa para ultrapassar a aversão, ou a preguiça, ou a letargia, ou seja lá o que for que me tem impedido de voltar ao convívio com os meus leitores que, embora poucos, são bons amigos que não merecem esta minha deserção do campo bloguistico.
Creio que me aconteceu o que eu chamaria" o mal do escritor". Não que eu seja escritor mas, o que me levou a deixar de escrever neste blogue deve ser o que acontece por vezes aos escritores. Poder-se-á chamar-lhe falta de inspiração mas, creio eu, é mais do que isso. É a sensação de que nada vale a pena, de que já está tudo dito,de que tudo o escrevermos não vai ser interessante para os leitores porque é um "dejá vu".
No entanto, quando nos decidimos a recomeçar e a emoção toma conta de nós à medida que as palavras e as frases vão surgindo no ecran, tudo volta a ser possível e a esperança renasce pujante e cheia de promessas.
Veremos o que o futuro nos reserva mas vou tentar não ficar outra vez tanto tempo sem falar convosco.
Até breve!