quarta-feira, novembro 28, 2007



Ah! arrancar às carnes laceradas

Seu mísero segredo de consciência!

Ah! poder ser apenas florescência

De astros em puras noites deslumbradas!

Ser nostálgico choupo ao entardecer,

De ramos graves, plácidos, absortos

Na mágica tarefa de viver

Quem nos deu asas para andar de rastos?

Quem nos deu olhos para ver os astros

Sem nos dar braços para os alcançar?!

Florbela Espanca

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