quarta-feira, março 15, 2006

Contra a pasmaceira, inovar é preciso

Um cego estava sentado na calçada, no mesmo sítio onde todos os dias costumava
estar, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira onde estava escrito com giz branco: Por favor ajude-me, sou cego.
Um publicitário que passava, parou e reparou nas poucas e pequeníssimas moedas que estavam no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou num resto de giz que por ali estava, escreveu algo, voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.
Mais tarde o publicitário voltou a passar junto do cego. Agora o boné estava cheio de notas e moedas. O cego, reconhecendo-o pelos passos e pelo perfume, perguntou-lhe o que tinha ele escrito no seu humilde cartaz. Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras
palavras, disse. Depois sorriu e seguiu o seu caminho.
O novo cartaz do cego dizia:
"Hoje começou a Primavera e eu não posso vê-la."

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